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História

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Eli Jorge de Lima, fundador da rede Centerplex, na entrega do Prêmio ED.
Apaixonado por cinema desde a adolescência, o fundador da rede Centerplex Cinemas e atual presidente do Sindicato dos Exibidores do Estado de São Paulo, Eli Jorge de Lima, já chegou a pregar cartazes no único cinema de sua cidade natal, a pequena Bezerros, a 100 km de Recife, só para obter em troca ingressos para as sessões de velhos faroestes.

Não foi à toa, portanto, que, quando veio tentar a vida em São Paulo, no final da década de 60, junto com a mãe e os irmãos, as salas de exibição tenham lhe parecido as primeiras portas a bater em busca de sustento. Empregado como faxineiro no antigo Cine Cairo, no Vale do Anhangabaú, em pouco tempo foi promovido a lanterninha, a bilheteiro, e logo em seguida convidado a exercer a função de gerente em outro cinema, o Cinemundi, na Praça da Sé. Carismático, foi de lá, apanhando pessoalmente as latas de celulóide, que iniciou sua ligação com a distribuidora Paris Filmes, onde permaneceu por mais de 10 anos rodando o interior para vender filmes aos cinemas e prestando serviços de programador.

Em 1982, durante uma dessas incursões, encontrou em Poços de Caldas (MG), o que seria o início da realização de um sonho: no centro da cidade, o Cine São Luiz, falido, estava prestes a virar estacionamento. Após negociar um preço vantajoso, Eli abraçou o desafio. Apostando em reprises de sucesso e estratégias inusitadas de divulgação -- como passear pelo centro da cidade com o próprio filho, Márcio Eli, atual diretor da rede, fantasiado de acordo com o tema do filme –, conseguia uma bilheteria superior à de muitos lançamentos em outras praças.

No início dos anos 90, a rede São Luiz de cinemas já contava com 20 salas de rua em cidades do interior como Atibaia, São Lourenço e Itapevi, quando a grande crise do setor, provocada pela popularização do videocassete, fez com que Eli tivesse que fechar as portas e permanecer no comando de apenas duas salas. A fase difícil, porém, sofreu nova virada em 98 com o mega sucesso Titanic: com duas cópias em suas salas, a bilheteria obtida com o filme foi o suficiente para dar novo fôlego à rede, que no ano seguinte viu sua primeira oportunidade de se instalar num shopping center, o Shopping Lapa, em São Paulo, em processo de revitalização. Rebatizada de Centerplex, a partir daquele momento um novo caminho se abriu em cidades do Nordeste, onde havia carência de cinemas: Fortaleza, Maracanaú e, mais recentemente, Maceió. Hoje, com 35 salas espalhadas nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Ceará e Alagoas, a Centerplex Cinemas aposta na mais avançada tecnologia de exibição para manter em seu público a mesma paixão pela sétima arte cultivada por Eli ao longo de toda sua vida – uma história que, sem dúvida, ainda merece ser tema de filme.





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